sábado, 2, julho, 2022
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Leila será presidente. Galiotte pode seguir ‘dono’ do futebol – Prisma


São Paulo, Brasil


O cenário está montado.


O caminho de Leila Pereira à presidência do Palmeiras está trilhado.


Desde janeiro de 2017, quando o ex-presidente Mustafá Contursi garantiu politicamente sua trajetória ao confirmar que ela era fazia parte do clube desde 1996, quado ele jurou ter dado um título de sócia à mulher de José Roberto Lamacchia, bilionário, dona da Crefisa e da FAM, faculdade das Américas.


Com a garantia de Mustafá, que era politicamente fortíssimo, Leila pôde se candidatar e se eleger para o primeiro mandato como conselheira. 


Mustafá enfrentou seu ex-afiliado político, e ex-presidente Paulo Nobre, que desejava impugnar a candidatura. Ele sabia que Leila desejava a presidência em 2021, como Nobre também queria.


Leila eleita, com a maior votação da história: 248 conselheiros a escolheram.


Com Mauricio Galiotte na presidência, Nobre ficou sem espaço algum. E se exilou do clube. Mustafá caiu em desgraça por conta de um processo policial.


A questão gravíssima envolvia ingressos que ganhava de Leila, que tinha direito a 70 por jogo,  pela Crefisa patrocinar o clube. Ingressos com a identificação da Crefisa estavam sendo vendidos. Mustafá chegou a ser condenado por cambismo, na justiça. A pena: pagar 25 cestas básicas.


Mas a condenação foi perder todo poder no Palmeiras.


Galiotte e Leila se apoiam politicamente.


No sábado ela, seguindo o roteiro, foi eleita para o segundo mandato como conselheira, que a permite concorrer à presidência do clube.


Bateu seu próprio recorde: 387 votos.


Está apta a concorrer para a presidência.


Talvez até por aclamação.


A oposição, com o exílio de Nobre, está destroçada.


Esta parte da história, todos sabem.


Com Leila prometendo implantar uma administração mais profissional, tentando até provável adaptação do estatuto do clube.


Principalmente no futebol, esporte que é responsável pela existência do Palmeiras.


E, por enquanto, a estratégia embrionária, seria buscar um profissional de renome, possivelmente estrangeiro, para trabalhar com o executivo Anderson Barros.


Mas para comandar o futebol pelo clube, acima de qualquer executivo, a tendência seria fazer como o Corinthians, que colocou o ex-presidente campeão do mundo, Roberto de Andrade, responsável pelo futebol.


E Galiotte, grande apoiador de Leila, seria essa pessoa.


Ele deixaria a presidência ao final do seu mandato.


A dona da Crefisa assumiria.


E o dirigente trataria apenas do futebol.


Tudo dependerá de sua energia, de suportar o desgaste de dois mandatos como presidente.


Esta composição, ainda não confirmada oficialmente, é a que chegou aos conselheiros que sustentam tanto Galiotte na presidência, como Seraphim del Grande como presidente do Conselho Deliberativo.


A eleição presidencial deverá acontecer em novembro.


Não há dúvidas que Leila será a presidente.


A única questão é quem comandará efetivamente o futebol.


O nome apontado hoje, 28 de fevereiro, é Galiotte.


Por ironia, se houver a confirmação, o plano não é novo.


Era o que sonhava Paulo Nobre, ao deixar a presidência, no segundo mandato, em dezembro de 2016.


Seus aliados o desejavam como o ‘homem do futebol’ de Galiotte, que foi o seu vice e teve seu apoio para chegar à presidência.


Mas o Galiotte não quis.


Daí o rompimento entre os dois…

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