domingo, 26, junho, 2022
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Adesivo monitora níveis de álcool e cafeína no corpo do paciente – Notícias


Um grupo de engenheiros da Universidade de San Diego, na Califórnia (EUA), desenvolveu um adesivo para a pele que pode ser utilizado para monitorar os níveis de álcool e cafeína presentes no corpo da pessoa que estiver usando o dispositivo.


O adesivo também pode supervisionar como está a pressão arterial, os batimentos cardíacos e os níveis de glicose dos usuários. A ideia dos pesquisadores é fazer com que o dispositivo possa beneficiar indivíduos que precisam controlar a hipertensão e a diabetes.


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“Este equipamento serve como uma ótima ferramenta para monitoramento remoto de pacientes, especialmente durante a pandemia de covid-19, quando as pessoas estão minimizando as visitas presenciais às clínicas”, destacou Lu Yin, Ph.D. em nanoengenharia e co-autor do estudo, em comunicado divulgado na segunda-feira (15).


Segundo os cientistas, o adesivo também é uma alternativa para pessoas que estão internadas em UTIs e também bebês, que precisam de um monitoramento contínuo da pressão arterial e de outros sinais vitais.



O dispositivo é equipado com três tipos de sensores: um que mede os níveis de lactato, cafeína e álcool no suor, outro que mede os níveis de glicose em pequenos espaços entre as células, e um terceiro que capta a pressão arterial do paciente.


Durante os testes realizados para fazer a constatação da eficácia dos adesivos, os voluntários desenvolveram tarefas como andar de bicicleta ergométrica, comer uma refeição rica em açúcar, e consumir bebidas alcoólicas e com cafeína. 


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Como resultados, os cientistas puderam observar que as medições feitas com o novo equipamento foram muito semelhantes às realizadas pelos aparelhos de medição convencionais, como o medidor de pressão arterial, medidor de lactato sanguíneo, glicosímetro e bafômetro.


A equipe de engenheiros já está trabalhando em uma nova versão do adesivo, e a ideia é que ele possua ainda mais sensores. “Existem oportunidades para monitorar outros biomarcadores associados a várias doenças. Queremos agregar cada vez mais valor clínico a este dispositivo”, ressaltou Juliane Sempionatto, também Ph.D. em nanoengenharia e co-autora do estudo.



*Estagiário do R7 sob supervisão de Thiago Calil

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